PASSAGEM BRANCO RESERVA 2016

A IDEIA

Quinta das Bandeiras é uma propriedade de 100 hectares localizada na margem direita do rio no Douro Superior, junto ao Pocinho, mesmo em frente ao famoso Vale Meão. Até que o Vale Meão se tornasse por si só bastante famoso, as suas uvas eram utilizadas para produzir os famosos vinhos Barca Velha, a ‘Velha Sicilia’ de Portugal. Assim, a localização de Bandeiras não podia ser mais perfeita. Bandeiras foi comprada pela familia Bergqvist  (Quinta de la Rosa) em 2005, o vinho é uma aventura conjunta entre o Jorge Moreira (Poeira) e a familia Bergqvist.

CASTAS

Tradicionais "uvas de porto" brancas colhidas em vinhas velhas a 400 m de altura - principalmente Viosinho, Gouveio, Rabigato e Códega do Larinho

NOTAS DE PROVA

O conceito consiste em produzir um vinho que expressa o terroir. É um vinho tradicional e menos aromático, em comparação com alguns brancos que podem ser encontrados hoje no mercado, mas, ao mesmo tempo, fresco e moderno. 

O estilo dos vinhos brancos são sempre na mesma linha – uma boa acidez, estrutura e mineralidade – todos os anos estamos a fazer pequenas quantidades das mesmas vinhas com a mesma vinificação.  

Nariz muito complexo, notas de fruta branca. Na prova de boca mostra-se mais expressivo, ataque muito rico, aromático e fresco mas equilibrado por nuances fenólicas e excelente acidez. Equilibrado e longo e um vinho muito sério.

NOTAS DE PRODUÇÃO

Como na maior parte da Europa, tivemos uma primavera muito fria e húmida e um início do verão antecipado. A floração foi adiada e tivemos de nos manter atentos para possíveis ataques de míldio. Um começo de ano molhado seguido de um verão quente e seco. Havia pouco vento, incomum para nós, por norma o vento só se levanta durante as tardes. Sem trovoadas e sem chuva até 12 / 13 de Setembro. A vinha sustentou-se surpreendentemente bem, ajudada pela chuva da primavera. Apenas as vinhas mais jovens com sistemas radiculares menos desenvolvidos sofreram mais.  A primavera fria e húmida significava que tudo estava atrasado em pelo menos duas semanas, Dias quentes (25°C) mas noites frescas originaram as condições ideais para o amadurecimento da uva. Jorge teve que ter especial cuidado na escolha da uva exatamente por haver um amadurecimento desigual na vinha. Apanhas pequenas, mas focadas, fomos capazes de escolher secção por secção. 

QUALIDADE E SEGURANÇA-AMBIENTE

Na Quinta de la Rosa pratica-se uma agricultura sustentável, certificada pelas entidades ADVID e SATIVA. Os vinhos não contêm, não foram produzidos a partir de, e não incluem substâncias com origem em Organismos Geneticamente Modificados. Não são usados quaisquer produtos provenientes de animais.

MATURAÇÃO E ENGARRAFAMENTO

A filosofia de Jorge Moreira é compreender o potencial da vinha e compreender o melhor estilo de vinho que pode ser produzido a partir dessas uvas. Ao fazer o Passagem, Jorge tem uma abordagem relativamente ao vinhos brancos que são produzidos com as uvas da La Rosa. O vinho fica 2/3 dias de contato com a casca e é envelhecido em barricas de carvalho francês usadas por 8 meses. O vinho foi engarrafado em Maio de 2017. 

White Wine
Vinhos mais antigos
Envelhecimento
5 anos
Produção
2000 garrafas
Alcool
12,3 %
Acidez Total
5,4 g/dm3
Acidez Volátil
0,3 g/dm3
Ph
3,23
SO2
76 mg/dm3
Açucar Residual
0,7 g/dm3